Como avaliar a performance de um funcionário temporário?

Final de ano é uma das épocas em que mais se contrata funcionário temporário. A partir daí muitos conseguem a efetivação no emprego, o que para a empresa é muito bom, pois tem a possibilidade de agregar ao seu time uma pessoa que já demonstrou empenho no desenvolvimento das tarefas.

Avaliar esse tipo de colaborador é um desafio para muitas organizações, já que ele pode ou não ser efetivado ao final do contrato. Essa contratação tem um alto valor estratégico para as companhias, seja para auxiliar em projetos sazonais, suprir maiores demandas em períodos específicos, ou trazer uma visão diferente para o negócio.

Neste post, trouxemos algumas dicas sobre como deve ser feita essa avaliação. Acompanhe!

Desenvolva um processo de notas para as tarefas dadas

Para fazer uma boa avaliação do funcionário temporário, o ideal é elaborar um checklist de todas as atividades que ele deverá desenvolver nesse período. Com o auxílio de uma planilha, de preferência utilizando o excel, detalhe cada uma de suas atividades em uma coluna e faça outra para atribuir notas.

Essa notas podem ser numéricas, avaliando por exemplo de 1 a 5, escala em que 5 é excelente e 1 fraco. Também é possível conceituando em regular, bom, muito bom e excelente. No final, você avalia o desempenho do colaborador em cada aspecto, podendo perceber em qual atividade ele se destaca mais, o que possibilita a empresa encaixá-lo melhor dentro da organização.

Considere a curva de aprendizado permitida no tempo de serviço

Funcionários gastam menos tempo para executar uma determinada tarefa à medida que são repetidas. Isso acontece pela familiaridade adquirida no cargo, pela pela descoberta de atalhos que facilitem o desempenho da atividade, assim como pela adaptação às ferramentas utilizadas.

Nesse caso, os gestores podem utilizar ferramentas matemáticas que permitem medir o desempenho do funcionário por meio do método de regressão linear e não linear utilizando software de análise estatística.

As informações são recolhidas em um certo período de tempo, sendo construída então a curva de aprendizado em um gráfico, o qual mostrará uma diminuição do esforço desempenhado por unidade de operações repetitivas.

Utilize ferramentas para avaliação de desempenho

Existem algumas metodologias aplicadas nas empresas para medir a performance de um funcionário. Elas também são utilizadas para as reavaliações que podem ser reaplicadas a cada três ou  seis meses. Algumas delas são:

Avaliação por competências

Na avaliação por competências, são elencadas todas as competências que o funcionário temporário precisa trabalhar para cumprir com as suas funções dentro da organização. A partir desse momento, é possível avaliar quais foram ou não desenvolvidas.

Avaliação por objetivos

Nesse tipo de avaliação é julgado o desempenho do trabalhador conforme os objetivos e metas específicos que ele deve cumprir até o fim de seu contrato de trabalho.

Avaliação por escolha forçada

Nela, é possível listar características e solicitar que o funcionário indique aquela que mais tem afinidade e a que ele menos se identifica.

Considere a opinião da equipe fixa

É muito bom ouvir a opinião de quem trabalhou lado a lado com o funcionário temporário nesse período de tempo. Além de valorizar os seus outros colaboradores ao buscar a sua opinião, você terá referências do trabalho desenvolvido no dia a dia do colaborador temporário. Levante informações sobre o seu comportamento ao realizar as atividades, a sua proatividade, subordinação, entre outras características.

Além disso, é possível verificar o desenvolvimento do seu trabalho em equipe, que é fundamental para que as atividades diárias sejam realizadas com eficiência.

Analise a possibilidade de contratar uma empresa terceirizada para ajudar nessa gestão

Visto que avaliar a performance de um funcionário temporário em um curto espaço de tempo não é nada fácil, considerar a contratação de uma empresa especializada para esse tipo de atividade pode tornar o caminho mais fácil. Essas empresas já são preparadas para esse tipo de situação, o que tornará a avaliação de performance mais eficiente, trazendo bons resultados para empresa na efetivação de funcionário temporário.

Se você está em busca desse auxílio, que tal entrar em contato conosco? A Socium terá o maior prazer em atender você e oferecerá as melhores condições para a sua empresa.

A Lei da Terceirização: Perguntas e Respostas

Com essa nova Lei Nº 13.429/17 sobre a Terceirização e Trabalho Temporário, separamos algumas perguntas e respostas que todos deveriam saber.

TRABALHO TEMPORÁRIO

1) Qual é o conceito de empresa prestadora de serviços a terceiros com a nova Lei?
O conceito de empresa prestadora de serviços a terceiros é a pessoa jurídica de direito privado destinada a prestar à contratante serviços determinados e específicos.

2)  Qual é a definição de Trabalho Temporário?

Neste aspecto, não houve alterações. O Trabalho Temporário continua sendo prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que o coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços.

3)  É possível realizar a contratação de trabalhador temporário para substituir trabalhadores em greve?

Não. A Lei 6.019/1974, com a atualização, veda expressamente a utilização de trabalhador temporário para substituir trabalhadores em greve, salvo nos casos previstos em lei.

4)  O que é demanda complementar de serviços?

Considera-se demanda complementar de serviços o que for oriundo de fatores imprevisíveis ou, quando decorrente de fatores previsíveis,  tenha natureza intermitente, periódica ou sazonal.

5)  Há necessidade da empresa de Trabalho Temporário ser registrada no Ministério do Trabalho?

Sim. O artigo 4º da Lei 6.019/1974 manteve a exigência da empresa de trabalho temporário ser devidamente registrada no Ministério do Trabalho.

6) Houve alteração dos requisitos para funcionamento e registro da empresa de trabalho temporário no Ministério do Trabalho?

Sim. De acordo com a Lei 13.429/2017 os requisítos  são: a) prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica; b) prova de registro na Junta Comercial da localidade onde seja a sede da empresa; c) comprovar capital social mínimo de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

7)  O contrato celebrado entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de serviços continua sendo obrigatoriamente escrito? Quais informações deverão constar neste contrato?

Sim, a obrigatoriedade do contrato por escrito está mantida. O contrato deverá conter as seguintes informações: a) qualificação das partes; b) motivo justificador da demanda; c) prazo da prestação de serviços; d) valor da prestação de serviços; e) disposições sobre a segurança e a saúde do trabalhador.

8) De quem é a responsabilidade de garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores temporários?

Quando o trabalho temporário for realizado nas dependências da tomadora de serviços, ou em local por ela designado, a responsabilidade pelas condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores temporários será da Tomadora de Serviços.

9)  O atendimento médico, ambulatorial e de refeição destinado aos empregados da Tomadora de Serviços deverá ser estendido aos trabalhadores temporários?

Sim. A atualização da Lei nº 6.019/1974 passou a prever essa exigência em seu artigo 9º §2º.

10)  O trabalho temporário poderá ser desenvolvido na atividade-fim da empresa tomadora?

Sim. Embora não existisse qualquer proibitivo anterior, a atualização da Lei nº 6.019/1974 passa a prever expressamente essa autorização.

11) Qual será o vínculo de emprego dos trabalhadores temporários com a empresa Tomadora de Serviços?

Não há vínculo empregatício entre os trabalhadores temporários e a empresa tomadora.

12) Qual o prazo do contrato de trabalho temporário?

O contrato de trabalho temporário poderá ser de até 180 dias, consecutivos ou não.

13) O prazo de 180 dias poderá ser prorrogado? Por qual período?

Sim, comprovada a manutenção das condições que ensejaram a contratação do trabalhador temporário, o contrato poderá ser prorrogado por mais 90 dias, consecutivos ou não.

14) O trabalhador temporário que for contratado pela empresa tomadora poderá ser submetido ao contrato de experiência?

Não. A atualização da Lei nº 6.019/1974 determina que não se aplique ao trabalhador temporário contratado pela Tomadora de serviços o contrato de experiência.

15) Quando o trabalhador temporário tiver laborado 180 dias e prorrogado o contrato de trabalho por mais 90 dias, ou seja, 270 dias de contrato de trabalho, qual será o intervalo mínimo para que este mesmo temporário volte a ser contratado por esta mesma tomadora?

O trabalhador temporário só poderá ser colocado à disposição do mesmo tomador de serviços em novo contrato temporário, após 90 dias do término do contrato anterior ( 270 dias). Não observado o intervalo exigido, caracterizará vínculo empregatício com o tomador.

16) A tomadora terá que tipo de responsabilidade pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias do trabalhador temporário?

Responsabilidade subsidiária.

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS A TERCEIROS

1) Qual é o conceito de empresa prestadora de serviços a terceiros com a nova Lei?

O conceito de empresa prestadora de serviços a terceiros é a pessoa jurídica de direito privado destinada a prestar à contratante serviços determinados e específicos.

2) Na terceirização de serviços, qual empresa é responsável pela contratação, remuneração e direção dos trabalhadores terceirizados?

A responsável pela contratação, remuneração e direção dos trabalhadores será exclusivamente a empresa prestadora de serviços, que terá o vínculo empregatício com os trabalhadores terceirizados.

3) É permitida a subcontratação de outra empresa prestadora de serviços a terceiros?

Sim, tal permissão está prevista no Art.4º-A, §1º da lei.

4) Quais são os requisitos para o funcionamento de uma empresa prestadora de serviços a terceiros?

Os requisitos são: a) prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica; b) registro na Junta Comercial; c) capital social compatível com a quantidade de empregados, observando-se os seguintes parâmetros:

I – Empresas com até 10 empregados, capital mínimo de R$ 10.000,00 (dez mil reais);

II – Empresas com mais de dez e até vinte empregados, capital mínimo de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais);

III – Empresas com mais de vinte e até cinquenta empregados, capital mínimo de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil  reais);

IV – Empresas com mais cinquenta e até cem empregados, capital mínimo de R$ 100.000,00 (cem mil reais);

V – Empresas com mais de cem empregados, capital mínimo de R$ 250,000.00 (duzentos e cinquenta mil reais).

5) De quem será a responsabilidade de garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores?

Quando o trabalho for realizado nas dependências da contratante,  ou em local por ela previamente convencionado, a responsabilidade de garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores será da contratante.

6) A empresa contratante deve estender ao trabalhador terceirizado o mesmo atendimento médico, ambulatorial e de refeição oferecido aos empregados nas dependências próprias ou local por ela designado?

A extensão é facultativa.

7) A contratante terá que tipo de responsabilidade pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias do trabalhador?

Responsabilidade subsidiária.

8) O contrato de prestação de serviços firmado entre a empresa prestadora de serviços a terceiros e a contratante deverá conter quais informações?

  1. a) qualificação das partes; b) especificação do serviço a ser prestado; c) prazo para realização do serviço, quando for o caso; d) valor.

9) A versão atualizada da Lei nº 6.019/1974 é aplicável para as empresas de vigilância e transporte de valores?

Não. Para as empresas de vigilância e transporte de valores as relações de trabalho permanecem reguladas por legislação especial, e, subsidiariamente, pela CLT.

10) Quando a Lei nº 6.019/1974 atualizada entrará em vigor?

A Lei nº 6.019/1974 atualizada já está em vigor desde sua publicação, que ocorreu em 31 de março de 2017, e os contratos vigentes poderão ser adequados aos termos da Lei, se as partes assim acordarem.

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9 Sinais de que você é expert em Recursos Humanos

O mundo dos negócios está repleto de profissionais inteligentes, ambiciosos e com currí­culos de dar inveja. Entretanto, nem todos dominam a arte de lidar com pessoas “ que é um fator determinante para o sucesso de qualquer organização.

Esses e outros motivos tornam a área de recursos humanos cada dia mais relevante. Mesmo em cenários complexos, como os de uma crise, a atuação do gestor de RH se tornou indispensável.

Gostar de trabalhar com gente é um dos pré-requisitos para quem pretende obter sucesso nessa carreira, mas a lista não se esgota por aqui. Existem 9 sinais de que você é expert em Recursos Humanos. Eles servem de parí¢metro para quem quer avaliar a trajetória profissional e chegar ao topo.

Confira:

1) Você fala a lí­ngua dos negócios

Para um profissional de RH de sucesso, benefí­cios, ações de qualidade de vida e home-office são mais do que polí­ticas e práticas de gestão, e sim meios para que a empresa possa alcançar seus objetivos. Afinal, funcionários felizes produzem melhor.

Quem domina o idioma dos negócios sabe mostrar “ com números e resultados “ que qualquer investimento voltado í gestão de pessoas vale a pena. Sabe conversar “de igual para igual” com o diretor financeiro e possui livre acesso í sala do presidente.

2) Você é bem-visto na organização

Se os colaboradores não têm medo de passar perto da sua sala, esse pode ser um sinal de que as coisas estão no caminho certo.

Isso porque, há alguns anos, o RH era visto como o “vigia” da organização. Contratava, pagava os salários e fazia justiça via demissão. Embora a cobrança por resultados não fosse tão intensa, a área evoluiu quando inverteu o jogo: colocou as pessoas para atuar ao lado dos negócios.

Quem é bem-visto na organização sabe o quão difí­cil foi mudar essa mentalidade e conquistar status estratégico. Hoje, na sua empresa, as pessoas sabem que têm valor.

3) Você faz boas contratações

Contratar funcionários comprometidos para trabalhar nas posições em aberto parece uma tarefa simples para qualquer gestor, mas muitos RHs não obtêm sucesso nesse quesito. A frustração de perder horas com o processo de recrutamento atinge seu ápice quando o funcionário abandona o emprego.

Especialistas dizem que um processo seletivo pode custar, em média, cerca de R$ 500,00 por hora. Com esse número, é possí­vel ter uma noção do prejuí­zo causado pelas contratações erradas.

Se você é um expert em RH, sabe que não existe uma fórmula exata para acertar na escolha, mas é possí­vel seguir algumas estratégias e obter sucesso, como:

  • Definir com clareza “ e juntamente com o gestor “ o perfil da vaga e do candidato desejado;
  • Tornar a empresa atrativa e mostrar porque vale a pena trabalhar nessa companhia;
  • Mostrar a importí¢ncia dos talentos para o alcance dos resultados;
  • Envolver o gestor da vaga no processo seletivo.

4) Você estimula o desenvolvimento

A difí­cil, porém possí­vel missão de recrutar pessoas certas é apenas o começo de seu trabalho. Um expert em RH está comprometido com a missão de desenvolver talentos, seja por escassez de mão-de-obra ou por estí­mulo ao crescimento.

Por mais que os cursos e treinamentos sejam altamente eficazes (desde que alinhados í s reais necessidades da empresa), você acredita que um bom desafio faz toda diferença na vida de um funcionário.

5) Você antecipa problemas

Visão de longo prazo. Esse é o segredo de quem não gosta de ser surpreendido com mudanças ou crises. Embora elas sejam inevitáveis, muitos RHs conseguem sair na frente e preparam a empresa para superar os desafios.

Mas, afinal, quais são os pensamentos que passam pela mente dos experts no assunto? Veja alguns exemplos:

  • O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento tardio estão formando uma nova mão-de-obra para as companhias. Como reter e desenvolver talentos com idade acima dos 60 anos?
  • Até quando o déficit de pessoas qualificadas vai continuar sendo um entrave para os negócios e por que as empresas não conseguem resolver esse problema?
  • Como ter mais produtividade e menos estresse (exatamente o oposto do que se tem agora no Brasil)?

Caso sua lista envolva esses e outros temas, você está no caminho certo.

6) Você não segue modismos

Um gestor de pessoas competente não implanta a última ferramenta lançada no mercado só porque as demais empresas adotaram. Suas ações são pautadas nas reais necessidades da companhia, ou seja, você não se deixa levar pelos modismos.

É claro que as novidades devem ser analisadas, afinal, é preciso acompanhar as tendências e não ficar para trás. O próximo tópico mostra que bons profissionais sabem exatamente o que é isso.

7) Você utiliza a tecnologia a seu favor

Os aplicativos se tornaram essenciais em diversas tarefas do ser humano. Em casa ou até mesmo no trabalho, muitos funcionários resolvem pendências e se comunicam apenas com um toque na tela do celular.

Depois de travar batalhas contra as redes sociais, os experts em RH perceberam que é melhor usar a tecnologia a favor da empresa. Desenvolveram aplicativos para divulgar vagas, receber currí­culos e estimular a qualidade de vida de seus funcionários.

Embora o aplicativo não seja capaz de substituir as polí­ticas de RH, eles servem de complemento e tornam os processos mais eficientes.

Existem mais de 1,5 milhão de aplicativos disponí­veis para download. Um deles pode se encaixar em sua estratégia.

8) Você valoriza a comunicação

Em tempos difí­ceis ou de boas colheitas, o melhor a ser feito é atuar com transparência. Por isso, um expert em RH prefere contar ao funcionário que a empresa tomou uma decisão antes que ele seja informado pela concorrência.

A comunicação interna é uma das principais ferramentas da gestão de pessoas. Gera motivação, consciência e engajamento. Quem sabe usá-la de maneira eficiente atinge resultados surpreendentes.

9) Você cuida de si para cuidar dos outros

Para zelar pelo bem-estar de todas as equipes e gestores, o RH eficiente sabe cuidar de si mesmo. Quando você motiva sua própria equipe e vê sentido nas ações que desenvolve, o trabalho se torna ainda mais prazeroso.

O departamento de pessoas nunca esteve tão em alta como agora. Para manter o padrão, é preciso crescer, aprender e se adequar í s exigências do mercado. Investir no RH é investir em toda a empresa.

Por isso, aproveite outras dicas desse blog e acompanhe as tendências.

Descubra o que falta para o RH trabalhar de forma mais estratégica e compartilhe com os seus colegas de profissão.

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