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O que é Educação Corporativa?

Uma das principais reclamações dos executivos de recursos humanos está relacionada à escassez de talentos. Ora a companhia não encontra o profissional habilitado para o cargo, ora o talento está trabalhando na concorrência – e nega qualquer proposta de mudança.

Quando questionados sobre o que eles têm feito para driblar esse dilema, muitos gestores respondem que estão investindo mais em educação corporativa, ou seja, estão formando talentos com recursos e esforços da companhia.

Como o próprio nome já sugere, a educação corporativa tem como foco as necessidades do negócio. Cursos, palestras e outras ações de treinamento são planejadas e executadas para aperfeiçoar a mão de obra de uma organização.

A educação corporativa tem como público-alvo todo e qualquer tipo de profissional – de nível técnico até o executivo de alta gestão. Pesquisas do setor apontam que, ao longo de 2016, cerca de 40% das ações de treinamento foram direcionadas para a liderança e os outros 60% alcançaram os demais cargos.

Investimentos em educação corporativa

Por mais que a crise tenha acirrado o corte de despesas nas empresas, os investimentos em educação corporativa não foram retirados do planejamento estratégico.

Prova disso é que, no ano passado, o número de horas de treinamento por colaborador cresceu 33% aqui no Brasil, aumentando de 16,6 horas para 22 horas, em média. Outra conta que subiu foi a do valor investido em treinamento por funcionário, que em 2016 foi de R$ 624 por pessoa.

Mas por que as companhias brasileiras não estão abrindo mão da educação corporativa? Conforme mencionamos anteriormente, a formação de talentos é um dos principais propósitos dos treinamentos promovidos pelas empresas. Tais ações servem tanto para aperfeiçoar conhecimentos quanto desenvolver novas habilidades nos colaboradores.

Entretanto, o crescimento da verba destinada à educação corporativa no ano passado pode ser justificado por outro motivo: a projeção de melhoria futura. Mesmo em um cenário de pessimismo, muitas companhias já estão qualificando seus times com objetivo de ter talentos mais competitivos no pós-crise.

Em um contexto semelhante, diversas organizações estão investindo em educação corporativa para reter talentos. Cientes de que precisam se aperfeiçoar na carreira para, então, ocupar postos mais altos, muitos profissionais estão permanecendo nas empresas justamente por conta dos planos de treinamento e desenvolvimento. Dessa forma, as duas partes (empresa e funcionário) saem ganhando.

Curiosamente, estudos apontam que a taxa de absenteísmo (que mede a ausência e/ou atrasos dos colaboradores) da universidade corporativa vem caindo nos últimos anos. Esse dado reforça o comprometimento dos funcionários com empresas que apostam na educação.

Ao longo de 2017, pelo menos 41% dos executivos de RH das principais companhias do Brasil vão apostar em educação corporativa para evitar a fuga de talentos. Cabe aos demais líderes da área seguir essa tendência.

A educação corporativa na prática

No Brasil, a maior parte das ações de educação corporativa ainda acontece de forma presencial, numa sala de aula montada dentro ou fora da empresa. São os chamados cursos in-company, feitos sob medida para a companhia solicitante, ou os cursos de formação continuada (como pós-graduação, MBAs, fóruns de liderança, etc), que podem ocorrer dentro ou fora do escritório.

A educação corporativa via e-learning e/ou da educação a distância também já é desenvolvida em diversas empresas, porém de forma bastante tímida. Pesquisas apontam que apenas 15% das ações de treinamento acontecem em ambientes online ou remoto.

Já as demais ações são promovidas durante do expediente, ou seja, o treinamento acontece de forma prática no local de trabalho (na mesa, na linha de produção, etc).

As iniciativas de treinamento podem ser terceirizadas ou coordenadas por uma equipe interna de RH. Deste último caso é que nascem as chamadas universidades corporativas, que reúnem uma gama de cursos voltados para o aperfeiçoamento profissional.

Mensurando os resultados da educação corporativa

Questionados sobre os impactos da educação corporativa nos negócios, os líderes das empresas brasileiras costumam listar diversos resultados, mas destacaremos cinco deles, em ordem de relevância, a saber:

  • Melhoria no clima organizacional;
  • Atendimento das normas que exigem treinamento;
  • Melhoria nos processos;
  • Reflexos na avaliação de desempenho;
  • Qualidade da liderança.

Tendências

Pensando em inovar suas ações de treinamento, muitas empresas estão lançando novas tendências para o setor. Um deles, que vem ganhando bastante força em tempos de crise, leva o nome de programa de disseminadores ou multiplicadores de conhecimento.

Trata-se de uma iniciativa de treinamento e desenvolvimento que aproveita todos os recursos internos da companhia, em especial o instrutor, que pode ser um líder, um executivo ou um profissional com conhecimento técnico que tenha conteúdo relevante para compartilhar com os colegas.

Programas como esse facilitam não apenas o planejamento da área, mas também a integração das equipes e dos times com a liderança.

Outra tendência que vem chamando a atenção são os modelos híbridos de educação corporativa. Neles, há uma junção ou um mix de temas, formatos e plataformas (como a presencial e a online).

Desafios

Por mais que os investimentos em educação corporativa tenham crescido no Brasil,  a média de gastos das empresas nesse setor ainda é muito baixa, se comparada com a de outros países.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o custo com treinamento por colaborador chega a U$ 1.229 (R$ 3.246, aproximadamente) e, por lá, cada pessoa passa 32 horas em treinamento por ano, 10 a mais do que no Brasil.

A cultura digital também precisa ser mais incorporada à educação corporativa. Nos dias de hoje, em que as pessoas quase não se desprendem de seus smartphones, investir em e-learning é uma tendência irreversível, especialmente em ações voltadas ao público jovem.

Seja como for, a educação corporativa é uma arma poderosa de qualquer gestor de RH. Empresas que ainda não desenvolvem projetos específicos para esse setor estão perdendo uma grande vantagem competitiva.

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